Apnéia do sono causa hipertensão

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Estudos recentes apontam que cerca de 40% dos indivíduos hipertensos sofrem também de apnéia obstrutiva do sono, alertando para uma relação entre as doenças. A apnéia atinge aproximadamente sete em cada 100 pessoas e a incidência é maior no sexo masculino. Dados sobre o mal mostram que 24% dos homens de meia-idade e 9% das mulheres são afetados pela apnéia.

A doença caracteriza-se pelo ronco que segue em um mesmo ritmo, vai ficando mais alto e, de repente, é interrompido por um período de silêncio. Neste momento, a pessoa fica totalmente sem respiração, mas, logo o ronco volta ao ritmo inicial.

Na prática, ao relaxar durante o sono, a faringe torna estreita a passagem de ar, provocando as vibrações típicas do ronco, até se fechar completamente e interromper o fluxo respiratório temporariamente. Numa reação de defesa, o organismo libera adrenalina, que contrai os vasos e restringe o espaço por onde o sangue circula. O aumento da pressão acontece porque o volume sanguíneo precisa correr por vias contraídas.

No início, o aumento da pressão ocorre apenas durante o sono. Com o tempo, porém, pode passar a ser rotina. Isso faz com que a medição da pressão arterial seja ainda mais importante às pessoas com apnéia.

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), Artur Beltrame Ribeiro, quem sofre de apnéia do sono apresenta mais variabilidade da pressão e o aumento está ligado à lesão dos órgãos-alvo, como coração, cérebro e rins.

Mais um agravante é que o indivíduo que ronca e interrompe a respiração, muitas vezes, nem percebe o sufoco pelo qual passa enquanto dorme. Ao não respirar da maneira correta, o corpo acaba não conseguindo descansar como deveria.

O tratamento mais eficaz e com maior comprovação científica para a síndrome da apnéia obstrutiva do sono é chamado de CPAP (pressão positiva contínua nas vias aéreas). A terapia consiste basicamente na manutenção das vias aéreas abertas por meio de um aparelho colocado no nariz do paciente, durante o sono.

Ao reduzir o número de episódios apnéicos noturnos, é possível atenuar os mecanismos que levam à elevação aguda e crônica da pressão , destaca Ribeiro. Em outras palavras, o uso do CPAP reduz os níveis de pressão arterial em pacientes com apnéia. Mas, o tratamento conta ainda com a adoção de medidas como adormecer em posições laterais, diminuição do consumo de álcool antes de dormir e perda de peso.

Fonte: http://www.minhavida.com.br/

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