O câncer de boca pode atingir várias partes da cavidade oral – Consulte um dentista

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Câncer de boca é um nome genérico que se dá para vários tipos de tumores malignos que acometem a boca e parte da garganta. Eles podem se desenvolver nos lábios, língua, palato (céu da boca), gengiva, tonsilas palatinas (amígdalas) e glândulas salivares.

Inicialmente, o câncer de boca pode se manifestar sob a forma de feridas na boca ou no lábio que não cicatrizam, caroços, inchaços, áreas de dormência, sangramentos sem causa conhecida, dor na garganta que não melhora e manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na parte interna da boca ou no lábio. Nas fases mais evoluídas, o câncer de boca provoca mau hálito, dificuldade de falar e engolir, caroço no pescoço e perda de peso.

No Brasil, o câncer de boca é o 4º tipo de câncer mais frequente entre os homens e o 7º mais frequente entre as mulheres. A taxa de mortalidade nos homens é 4 vezes maior do que nas mulheres.

O Que Causa Câncer de Boca?

Na maioria das vezes, o câncer de boca está associado a maus hábitos no estilo de vida. O fumo e o álcool são os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer da boca.
Além do alcoolismo e tabagismo, outros fatores de risco, incluem: hábitos alimentares, irritação crônica, agentes biológicos e radiação solar.

  • Tabagismo. O fumo é um dos mais potentes agentes cancerígenos conhecidos. Das cerca de 4.700 substâncias tóxicas encontradas no tabaco e na sua fumaça, 60 apresentam ação carcinogênica comprovada. Além da ação das substâncias cancerígenas, a exposição contínua ao calor da combustão do cigarro potencializa as agressões sobre a mucosa bucal (a temperatura na ponta de um cigarro aceso varia de 835 a 884 graus centígrados). O uso de tabaco sem fumaça, que inclui o rapé e tabaco para mascar, também causa câncer bucal. Essa forma de consumo de tabaco permite que resíduos deixados entre a bochecha e a língua tenham um contato mais prolongado, favorecendo a ação das substâncias cancerígenas do tabaco sobre a mucosa bucal.
  • Alcoolismo. Os mecanismos pelos quais as bebidas alcoólicas podem causar câncer ainda não são claros. No entanto, os especialistas acreditam que uma substância derivada do álcool, o acetaldeído, causa mutações genéticas nas células com as quais entra em contato. Além do câncer de boca, o consumo de álcool também causa câncer de faringe, laringe, esôfago, fígado e mama. O consumo de bebidas alcoólicas aumenta cerca de 9 vezes o risco de câncer da boca, e quando associado ao tabagismo esse risco torna-se 35 vezes maior.
  • Hábitos alimentares. Estudos revelam que deficiências nutricionais e alimentação inadequada funcionam como fontes de radicais livres – substâncias que causam danos às células, tornando-as mais vulneráveis ao desenvolvimento do câncer. Uma alimentação rica em gorduras, álcool ou pobre em proteínas, vitaminas (A, E, C, B2) e minerais (cálcio e selênio) é considerada um importante fator de risco. Verificou-se que, indivíduos que consomem bastante frutas cítricas e vegetais ricos em beta-caroteno, têm baixo risco de desenvolvimento de câncer da boca. O betacaroteno é encontrado principalmente na cenoura, mamão, abóbora, batata doce, couve e espinafre.
  • Irritação crônica. A ação constante e prolongada sobre a mucosa bucal de próteses dentárias mal-ajustadas e de dentes quebrados ou restos dentários constituem, ao longo de anos, causas de lesões. Tais lesões podem favorecer o desenvolvimento do câncer da boca, por favorecer a ação de outros carcinógenos, principalmente o tabaco e o álcool. Para evitar o problema, todo portador de prótese móvel (dentaduras, pontes) deve ir ao dentista pelo menos uma vez por ano.
  • Agentes biológicos. Existem fortes indícios de que alguns vírus são indutores ou promotores do câncer de boca. São eles: vírus do papiloma humano (HPV), herpes tipo 6, citomegalovírus, vírus tipo “C” da hepatite, vírus de Epstein Barr e HTLV (vírus da leucemia e do linfoma “T” do ser humano). Além dos vírus, as lesões causadas pelo fungoCandida albicans em áreas irritadas por próteses mal-ajustadas representam, segundo alguns cientistas, condições ao desenvolvimento do câncer de boca.
  • Radiação solar. A radiação solar não é ionizante, isto é, não possui a capacidade suficiente para deslocar elétrons e provocar ionizações ao longo da sua passagem pelo tecido vivo. Apesar disso, ela é capaz de, a longo prazo, produzir lesões de significativa importância biológica. A exposição repetida e excessiva ao sol (raios ultravioleta), por períodos superiores a 15 ou 30 anos, provoca alterações dos lábios capazes de evoluir para o câncer de boca, principalmente no lábio inferior. Pessoas de cor clara são as que apresentam o maior risco de desenvolver câncer do lábio inferior.

Como Descobrir o Câncer de Boca no Início?

O exame rotineiro da boca feito por um profissional de saúde pode diagnosticar lesões no início, antes de se transformarem em câncer. Pessoas com mais de 40 anos que fumam e bebem devem estar mais atentas e ter sua boca examinada por profissional de saúde (dentista ou médico) pelo menos uma vez ao ano.

Ao escovar os dentes, a pessoa também poderá fazer o autoexame da boca.

Como é Feito o Diagnóstico do Câncer de Boca?

O dentista ou médico fará a palpação e o exame visual de toda a sua boca. Depois, ele pedirá que você feche a boca e fará uma palpação no seu pescoço e na região da mandíbula. Se o profissional suspeitar de alguma alteração que possa ser indício de câncer de boca, ele fará uma coleta dos tecidos bucais para avaliar se há alterações características do câncer nas células da boca.

A forma mais simples de fazer isso consiste na raspagem da área lesada com uma pequena escova. O material é então colocado sob um microscópio e analisado. Se forem encontradas células cancerosas, para confirmar o diagnóstico de câncer de boca, o profissional fará uma biópsia da lesão. Se a lesão for pequena, ele a retirará por completo (biópsia excisional). Porém, se a área da lesão for maior, o profissional retira apenas uma parte da lesão (biópsia incisional).

Para facilitar o reconhecimento do tamanho da lesão, o profissional de saúde poderá ainda aplicar uma substância chamada azul-de-toluidina na sua boca. Logo após, você fará um bochecho com água, e a área da lesão ficará corada pelo azul-de-toluidina.

Qualquer que seja o tipo da biópsia, quando houver suspeita de câncer de boca, o material é enviado com urgência para a análise em laboratório.

Caso Se Confirme Que Estou com Câncer, Como Será o Tratamento?

Tudo vai depender do estágio do câncer. Em se tratando de lesões iniciais (ou seja, restritas ao local de origem, sem extensão a tecidos ou estruturas vizinhas), e dependendo da sua localização, pode-se optar tanto pela remoção cirúrgica da lesão quanto pela radioterapia, visto que ambas apresentam resultados semelhantes (cura em 80% dos casos).

O maior agravante do câncer de boca é a presença de metástases. A formação de caroços embaixo da mandíbula e/ou pescoço pode indicar um quadro crítico de metástases, mais comuns em estágios avançados do câncer. Nesses casos, o paciente terá que fazer uma cirurgia mais complexa, que pode causar algumas deformidades, mas que ainda proporciona chances de cura. A radioterapia também poderá ser utilizada após essa cirurgia.

Nos casos mais graves do câncer de boca (estágio avançado), a quimioterapia poderá ser empregada visando à redução do tumor, a fim de possibilitar o tratamento posterior pela   radioterapia ou cirurgia. O controle das lesões tumorais é extremamente difícil nesses casos, e as chances de cura são mínimas.

Para diminuir o risco de câncer de boca, a melhor coisa é a prevenção. Evite ou reduza o consumo de fumo e bebidas alcoólicas, mantenha uma boa higiene bucal, proteja-se da radiação solar, tenha uma alimentação rica em frutas, verduras e legumes e visite o dentista regularmente.

Fonte:
Câncer: A Informação Pode Salvar Vidas. Comunicação social – Instituto Nacional de Câncer (INCA), 2009.
Falando Sobre Câncer da Boca – Instituto Nacional de Câncer (INCA). Rio de Janeiro, 2002.

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